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  • Walter Cezar Addeo (APCA)

Exposição "A Parte e o Todo"

Updated: 6 days ago


A PINTURA METAFÍSICA DO COLOMBIANO PABLO MANRIQUE

Pablo Manrique, uma mistura de bogotano e caribenho, conseguiu chamar a atenção da crítica em grandes exposições internacionais de arte.  Seus quadros atestam que este jovem artista colombiano está a criar uma nova vertente dentro da pintura fantástica sul-americana, revitalizando a proposta surrealista que teve vários expoentes importantes na América Latina.  

Manrique tem uma longa trajetória de formação artística iniciada na Academia de Artes Guerrero em Bogotá e San Alejandro em Havana, Cuba. Foi aluno de dois renomados Mestres: o inesquecível Armando Villegas e o brasileiro Mario Mendonça. 

Suas obras cruzaram fronteiras e frequentam exposições em renomados museus e galerias da Itália, França e Brasil. Devido a repercussão de seus trabalhos, foi convidado para representar seu país pelo ex-embaixador da Colômbia no Brasil, Alejandro Borda, que se refere à Pablo como "um jovem artista colombiano que demonstra um profundo e rigoroso domínio de sua disciplina." 

Atualmente vive no Brasil, onde desenvolve sua nova fase artística e se aprofunda no "realismo mágico", uma das vertentes da arte surrealista, onde aprimora constantemente seu estilo metafísico. Natureza, oceanos e figuras, em acrílico sobre tela, remetem a um mundo cheio de espiritualidade captado com técnica requintada por Pablo Manrique. 

Segundo o crítico brasileiro Walter Cezar Addeo, membro da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), as obras de Pablo "não são simples paisagens. Há uma intenção metafísica nessas novas telas. Há uma retomada do orfismo nestes quadros. Uma concepção unitária do universo a partir de uma energia primordial que a tudo dá nascimento e permite que as formas se transformem umas nas outras, resultando num figurativismo quase abstrato". 

Sua paixão pelos cavalos foi uma das razões pela qual ele se interessou pela arte. O poder, a força, a nobreza e, sobretudo, a beleza destes animais incentivaram Pablo a desenhá-los em suas telas. Para Manrique, extrair sentimentos próprios e belezas interiores é o que o leva a criar peças únicas que lembram muitas vezes o que poderíamos chamar, com pertinência, de um neo-simbolismo romântico. Revela-se assim a gênese de sua pintura: "o que eu aprendo na vida me ensina a pintar e o que aprendo na pintura me ensina a viver". 

Hoje este artista personalíssimo conseguiu chamar a atenção de personalidades famosas da Colômbia e Brasil. Cantores, escritores, críticos e embaixadores são seguidores desse talentoso colombiano que nos assegura ser a arte uma forma de encontrarmos Deus. E afirma ainda mais: “quando mais cresce o amor, também mais cresce a beleza no mundo. Se Deus é amor, a beleza é outro nome para Deus.”

O Tribunal de Justiça em Brasília selecionou parte de seu novo acervo e em agosto exibirá quadros inéditos na mostra intitulada “A PARTE E O TODO”. Anteriormente, o Instituto Cervantes, nesta mesma cidade, abrigou sua mostra “CORES DO SILÊNCIO”. Na sequência desta exposição de Brasília, Pablo Manrique já prepara outras grandes mostras em mercados internacionais como Rússia, Espanha e México. A trajetória deste artista atualmente vai muito além da Colômbia, país onde ele sempre retorna após seus sucessos no exterior, em busca de suas origens e onde estão as fontes primeiras de sua arte.   

Walter Cezar Addeo da APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte


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